
Neste artigo (4)
Participação da Collaborative Fund no D.C. United: análise de ativo de VC
Principais conclusões
- Olhe além do camarote do proprietário e examine o veículo de investimento por trás de uma participação esportiva.
- A exposição ao time e ao estádio pode tornar a propriedade esportiva mais atraente para capital paciente.
- Observe se mais firmas de venture capital criam veículos de longa duração para ativos culturais.
O acordo tem menos a ver com a posse de troféus e mais com empresas de capital de risco testando equipes e arenas como ativos culturais de longo prazo.
O acordo tem menos a ver com possuir um troféu e mais com empresas de capital de risco testando equipes e estádios como ativos culturais de longo prazo.
Um clube de futebol parece uma escolha estranha para capital de risco se você acha que capital de risco só quer software que cresce rápido e contas claras de saída. Um clube não muda de direção de forma organizada, um estádio não faz teste A/B com seu bairro, e torcedores não são usuários no sentido arrumadinho de um painel de métricas. É exatamente por isso que vale a pena observar o movimento da Collaborative Fund. A parte interessante não é que o setor financeiro encontrou mais um camarote de dono. O setor financeiro sempre encontra o camarote de dono. A pergunta melhor é que tipo de capital está tentando se sentar ali agora. A TechCrunch informou que a Collaborative Fund está comprando uma participação no D.C. United e no Audi Field, colocando uma firma de venture capital em uma categoria de ativos geralmente associada a fortunas privadas, private equity ou pessoas aprovadas pela liga. A versão do comunicado à imprensa é cultura e acesso. A versão de negócios é duração, controle de ativos escassos e a esperança de que direitos esportivos, arenas e lealdade local envelheçam melhor do que a maioria das safras de startups.
A divisão do acordo, segundo
a TechCrunch A TechCrunch informou que a Collaborative Fund é uma firma generalista de venture capital de Nova York, com 15 anos de existência e cerca de US$ 1 bilhão sob gestão. A firma fez apostas iniciais na Lyft, Reddit, Sweetgreen e Olipop, segundo a TechCrunch, e agora está comprando uma participação no clube de futebol D.C. United e em seu estádio, o Audi Field.
Essa última parte importa. Não se trata apenas de uma marca de time. Também é uma fatia do espaço físico ligado a essa marca.
A reportagem apresenta a Collaborative Fund como a mais recente e menor firma de venture capital a seguir um caminho aberto pela Thrive Capital. A TechCrunch disse que a Thrive lançou a Thrive Eternal, um veículo criado para manter “franquias icônicas e instituições culturais” por décadas, com financiamento de muitos dos mesmos investidores que já estavam nos fundos de venture capital e growth da Thrive. A Thrive Eternal primeiro anunciou uma participação no San Francisco Giants e, meses depois, comprou o Lakers integralmente por um recorde de US$ 12,5 bilhões, com o ex-CEO da Disney Bob Iger, sócio da Thrive, entrando como coproprietário.
Essa sequência é o verdadeiro sinal do acordo. Firmas de venture capital não estão apenas descobrindo que times famosos são famosos. Elas estão testando se uma firma consegue empacotar a propriedade esportiva para investidores que já entendem longos períodos de manutenção, crescimento composto de marca e ativos privados ilíquidos. Um fundo de venture capital normal espera que a maioria das apostas fracasse e que algumas devolvam o fundo. Uma participação em uma franquia esportiva faz uma pergunta diferente: escassez, atenção da mídia e vínculo cívico conseguem fazer parte desse crescimento composto?
Por que isso não é apenas mais uma compra de
uma pessoa rica, segundo a TechCrunch A TechCrunch traçou uma distinção útil entre três caminhos do capital no esporte: fortunas individuais da tecnologia, private equity e firmas de venture capital criando veículos dedicados de propriedade. Ela citou Vinod Khosla e sua família, que concordaram neste verão em comprar o Seattle Seahawks por um recorde de US$ 9,6 bilhões, pouco depois de a família Khosla também adquirir uma participação no San Francisco 49ers ao lado do presidente da OpenAI, Bret Taylor. Isso é riqueza pessoal entrando no esporte, algo familiar e relativamente fácil de entender. Uma pessoa muito rica quer o ativo, e o ativo é raro.
Private equity é o outro caminho já estabelecido. A TechCrunch observou que a Sixth Street detém participações no Boston Celtics, no New England Patriots e no San Francisco Giants, da MLB. Private equity tende a ser mais explícito sobre construção de portfólio, monetização e liquidez eventual. Os torcedores talvez não gostem da planilha, mas pelo menos a planilha não está fingindo ser um sonho de infância.
A versão de venture capital é mais sutil. A participação da Collaborative Fund no D.C. United e no Audi Field, conforme relatado pela TechCrunch, fica mais próxima do experimento Thrive Eternal do que de um fundador comprando um time com dinheiro pessoal. A firma não está apenas buscando associação com a cultura esportiva. Ela está explorando se instituições culturais podem se tornar parte da base de ativos de longo prazo de uma plataforma de venture capital. Essa é uma proposta diferente para sócios limitados, mesmo quando o ativo ainda vem com cachecóis, camarotes e inventário de patrocínio no intervalo.
Por que o Audi Field muda a análise do investimento, segundo a TechCrunch
O detalhe mais importante da TechCrunch talvez seja que a participação inclui tanto o D.C. United quanto o Audi Field. Um clube é um ativo esportivo. Um estádio é uma máquina comercial com uma linha de teto, uma localização e mais formas de alcançar um cliente do que uma tabela de classificação pode oferecer.
Quando time e arena estão ligados na história do investimento, o potencial de ganho não fica limitado ao desempenho em dias de jogo. Isso não significa que a economia seja automática. Estádios vêm com complexidade operacional, necessidades de capital e política local. Mas, do ponto de vista de um investidor, uma arena pode tornar a atenção cultural do time mais diretamente monetizável por meio de inventário de patrocínio, hospitalidade, eventos e parcerias de marca. A tradução seca: o clube cria atenção, o prédio dá a essa atenção mais lugares para virar receita.
É aqui que o esporte começa a parecer familiar para uma firma de venture capital sem realmente virar uma startup. As apostas iniciais conhecidas da Collaborative Fund, conforme listadas pela TechCrunch, incluem nomes de consumo como Lyft, Reddit, Sweetgreen e Olipop. O D.C. United não é um aplicativo de consumo, e o Audi Field não é uma bebida embalada. Ainda assim, o investimento toca uma pergunta parecida: quando um hábito, uma comunidade ou uma marca se torna durável, quem é dono do ativo que captura a margem?
O que observar a seguir, segundo a TechCrunch A reportagem da
TechCrunch sugere que a propriedade de esportes por firmas de venture capital está passando de curiosidade para experimento repetível. A Thrive Eternal forneceu a versão barulhenta, com a participação no San Francisco Giants e a compra recorde do Lakers por US$ 12,5 bilhões. A Collaborative Fund oferece um teste mais discreto: uma firma menor de venture capital consegue usar a mesma lógica em uma escala diferente, com um clube e um estádio, em vez de um mega-ativo que define uma liga?
Para os leitores, a lição prática é parar de tratar anúncios de propriedade esportiva como itens de vaidade por padrão. Pergunte qual veículo possui a participação, por quanto tempo o capital pode permanecer investido, se a arena faz parte da economia e quais fontes de receita ficam mais próximas do investidor. Pergunte também o que está sendo vendido aos torcedores. Se a resposta é comunidade, o contrato ainda pode ser sobre direitos, imóveis e escassez.
O próximo sinal será se mais firmas de venture capital criarem veículos permanentes ou semipermanentes para esportes e ativos culturais, em vez de encaixar participações em times nos cronogramas tradicionais de fundos. Se isso acontecer, a propriedade de esportes profissionais se torna menos parecida com uma prateleira de troféus e mais com um produto de capital paciente. Os jogos continuarão sendo os jogos. A tabela de capital ao redor deles está ficando mais interessante.