Análise da Arquitetura do Acordo do Império de Veículos Autônomos da Uber
Principais conclusões
- Observe o mapa de acordos, não apenas a demonstração de robotáxi, para entender a estratégia de veículos autônomos da Uber.
- O controle da demanda pode ser mais duradouro do que a propriedade de cada camada técnica.
- Startups que vendem para plataformas devem projetar a adequação ao canal com o mesmo cuidado que a adequação do produto.
O rastreador de acordos do TechCrunch aponta para uma estratégia de plataforma em que a vantagem da Uber pode vir de direcionar a demanda, não de possuir todas as camadas de direção autônoma.
O rastreador de negócios do TechCrunch aponta para uma estratégia de plataforma em que a vantagem da Uber pode vir de direcionar a demanda, não de possuir todas as camadas de direção autônoma.
O lançamento de veículo autônomo mais revelador neste momento não é um carro encostando no meio-fio. É um mapa de acordos. O rastreador de acordos de veículos autônomos da Uber, da TechCrunch, apresenta a investida da empresa como um esforço para construir um império de VAs, o que é uma história de produto muito mais interessante do que mais uma demonstração brilhante de robotáxi. A parte contraintuitiva é que a Uber talvez esteja tentando vencer a corrida dos carros autônomos ao se tornar o campo onde todos os outros precisam jogar. Esse não é o mito típico de fundador. A versão limpa diz que você é dono de toda a pilha, dos sensores ao software e às operações de frota, e então captura a margem. A aposta aparente da Uber é mais bagunçada e mais nativa de plataforma: se você controla a demanda dos passageiros, os pagamentos, o despacho e o hábito, não precisa ser dono de todos os robôs. Você precisa ser o marketplace onde robôs úteis ganham o próprio sustento.
O lançamento é a rede
O rastreador da TechCrunch importa porque trata a estratégia de autonomia da Uber como uma sequência de acordos, não como uma única revelação de produto. Esse enquadramento muda o placar. Um lançamento tradicional de VA pergunta se um veículo consegue operar com segurança e lucro em um lugar. Um lançamento de plataforma pergunta se a Uber consegue tornar muitos fornecedores de VAs compreensíveis para um único motor de demanda. É o antigo movimento da loja de aplicativos traduzido para a logística das ruas, com o espaço no meio-fio substituindo o espaço na tela. O desenvolvedor não é dono do relacionamento com o cliente da mesma forma que a plataforma é. Se empresas de veículos autônomos precisam de utilização, e a Uber consegue oferecer demanda no momento da intenção, a negociação começa a pender. O passageiro abre a Uber para pedir uma corrida, não para escolher uma pilha de autonomia específica, e é exatamente por isso que a camada de distribuição pode se tornar o fosso silencioso.
O arco entre fazer e comprar estava escondido à vista de todos
A CNBC informou em 2020 que o Advanced Technologies Group da Uber havia adotado uma nova abordagem para direção autônoma depois de um acidente fatal envolvendo um de seus veículos. A CNBC também informou que a Uber planejava lançar carros autônomos em bolsões de cidades onde clima, demanda e outras condições fossem mais favoráveis, com o objetivo mais amplo de ajudar a reduzir custos enquanto a Uber trabalhava para mostrar aos investidores um caminho para a lucratividade. Essa era uma restrição de produto disciplinada: não tente ferver o oceano; escolha as rotas onde o envelope operacional se comporta bem. Mais tarde, a Wired descreveu um destino estratégico diferente, dizendo que a abordagem da Uber a colocava no caminho para se tornar o lugar onde passageiros podem ser conectados a qualquer corrida, conduzida por um humano ou por um robô. Leia esses dois pontos de dados juntos e o padrão fica claro. A Uber não precisa declarar que construir a pilha completa de VA foi errado. Ela pode decidir que a camada de maior alavancagem é a orquestração, que é como equipes de produto chamam a parte do sistema que todo mundo toca, mas ninguém quer reconstruir.
A distribuição é
a alavanca, não o enfeite Aarian Marshall, da Wired, informou que a Uber havia pressionado por políticas em pelo menos dois lugares de maneiras que poderiam lhe dar uma vantagem sobre desenvolvedores de carros autônomos, enquanto a Uber dizia estar combatendo monopólios. Essa é a versão política do mesmo tabuleiro de xadrez de plataforma. Quando uma empresa fica entre demanda e oferta, as regras de acesso se tornam estratégia de produto com outro nome. É aqui que fundadores de startups devem prestar atenção. Se você está construindo em um ecossistema controlado por um agregador de demanda, seu roadmap não é apenas recursos e casos de segurança. Ele também envolve adequação ao canal, adequação de preços, adequação regulatória e se sua economia unitária melhora quando passa pelo marketplace de outra pessoa. Esta página de preços é uma aventura do tipo “Escolha Seu Próprio Caminho” em que todo final é caro, e a plataforma geralmente escreveu o sumário.
O próximo movimento lógico é disciplina de portfólio
A TechCrunch informou em 2018 que a Uber estaria negociando a venda de tecnologia de direção autônoma para a Toyota, um lembrete de que a fronteira entre possuir tecnologia e fazer parcerias em torno dela tem sido fluida há anos. A lição estratégica não é que a Uber abandonou a autonomia. É que a Uber pode manter a autonomia por perto sem carregar todos os encargos técnicos e operacionais em seu próprio balanço. O próximo movimento lógico não é necessariamente um lançamento mais barulhento. É uma arquitetura de acordos mais limpa: mais maneiras para parceiros de VA se conectarem à demanda da Uber, uma economia mais clara para quando a oferta robótica superar a oferta humana, e regras mais rígidas sobre quem aparece para os passageiros. Para líderes de produto, a conclusão é prática. Quando a curva tecnológica é incerta, a superfície de produto vencedora pode ser a camada de integração que permite que muitos futuros concorram dentro de um único app familiar.
